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14 de fevereiro de 2014

Virtudes e psicografia

Há muito se discute se o médium deve ou não, necessariamente, ser pleno em virtudes.
Digo-vos que são distintas. Há pessoas que tem a faculdade mediúnica desenvolvida, no entanto, repelem o interesse da moral e do amor cristão.
Mediunidade é habilidade espiritual, que pode ser instrumento de auxílio ao próximo ou não. O virtuoso, nem sempre é médium eficiente, o que não o diminui, apenas o diferencia dos demais.
Mas há o médium pleno em faculdades e virtudes que são os que a espiritualidade Maior prepara para o serviço da comunicação entre os dois planos.
Sabemos que no mundo não há, ainda, pessoas que sejam perfeitas, que já tenham aprendido e posto em prática todas as virtudes necessárias à nossa ascensão completa, mas aquele que tem o coração desperto para amar e perdoar encontra-se um passo à frente dos que insistem no orgulho, no rancor e nas mazelas que entristecem a alma.
O médium psicógrafo precisa estar em reforma íntima e estudo permanente, burilando o espírito, aperfeiçoando a forma de ser e de afinidade com as instruções dos escritores do além.
Escrever belas linhas não basta para que o psicógrafo se torne melhor. Fundamental a transformação interior efetiva.
O papel aceita o que transmitimos, mas ao passar tais ensinos pelo médium escrevente já o torna responsável e ciente do que orienta a espiritualidade.
A cada mensagem enviada o médium deve assimilar e transformar-se, pois é o primeiro que a recebe e a processa para a leitura dos demais.
Médiuns, estudem suas faculdades! Aprimorem-se! Mas antes de tudo, transforme-se moralmente para que sejam, também, instrumentos mais eficientes e se tornem o exemplo vivido do que grafam ao mundo material.
Quando assimilam as virtudes, tornam-se instrumento mais cristalino e podem ser capazes de compreender as próximas lições, de cunho mais complexo e sutil.
A espiritualidade tem muito a transmitir, mas precisamos de médiuns aptos para serem depositários fiéis desse saber.
Por vezes procuramos o médium e ele se nega ao trabalho, a disciplina e a seriedade do trabalho.
Sejamos equipe preciosa frente aos trabalhos que se anunciam. Novos médiuns chegam a Terra, inseridos em diversos segmentos religiosos, para disseminar o mundo espiritual, ainda não aceito por todos, no maior número de grupos de estudiosos e praticantes das religiões.
O médium de berço espírita tem compromisso assinado em contratos encarnatórios. Não há escolha para os escreventes, para os psicofônicos, de cura e outros. Ao ser conduzido a Terra, o contrato se torna lei e, mesmo que se aceite o livre arbítrio do encarnado, tal contrato e oportunidade será o chamado permanente em suas vidas.
Em certo tempo, a mediunidade será faculdade natural, como os sentidos do corpo humano. Aguçar o dito “sexto sentido” nada mais é que burilar o processo comunicativo com a espiritualidade voltada ao bem, mais que seja produtiva, gerando frutos úteis para os que o recebem.

Werneck, 08/02/2014.

(Mensagem psicografada pela médium Julia Jenská)

2 de fevereiro de 2014

Do teor das mensagens psicografadas

Ao colocar-se em trabalho psicográfico, o médium deve orientar-se pelo teor das mensagens enviadas pelos espíritos.
Quando se trata da luz, os textos tem caráter edificante, dentro dos preceitos da moral cristã e com o sentimento de otimismo e pacificação.
Os espíritos da luz não se ocupam com ordens materiais, com discussões perniciosas e que promovam a discórdia e a segregação.
Não estimulam a vaidade, mas acolhem o médium com carinho e fraternidade.
Não falam da inveja e da soberba, mas do perdão e da aceitação.
As mensagens dos mentores são reservadas à edificação da alma, portanto tem em sua essência a educação espiritual e o esclarecimento sobre as leis do universo e da evolução.
Tais orientações podem ter formatos diversos, como narrações literárias reais ou fictícias, poesias, peças, palestras, contos, críticas de teor histórico e moral.
Cada médium terá mais facilidade com uma ou outra forma da escrita, não havendo um padrão textual para todas as comunicações.
Tudo depende da preferência do espírito emissor e do médium receptor.
Sejamos claros: se o espírito comunicante viveu na Terra a última encarnação é provável que se use de linguagem típica do período e a influência de sua cultura acumulada às experiências pregressas milenares.
Não por isso a entidade deva ter eloquência exclusivamente antiga, pois muitos se atualizam por estarem em constante aprendizado.
Grande parte dos comunicantes faz uso da verborragia para iniciar o processo de conquista e de “prova” para os que irão avaliar o conteúdo enviado.
Isso significa que nem sempre mensagens de escritores sejam enviadas na segunda pessoa do discurso porque a usava na última encarnação. Pode ser utilizada ou não, a depender da circunstância e do teor da mensagem.
Por outro lado, é na simplicidade e na forma sucinta que os maiores ensinamentos estão postos.
Podemos ler livros e livros espíritas ou de outras linhas, mas tudo esta contido no Evangelho de Jesus.
Nas pequenas frases e nas narrativas com exemplos do cotidiano, encontramos os segredos da evolução e da felicidade verdadeira.
Os textos complexos têm o seu valor, seus conhecimentos, mas nem todos têm a capacidade de interpretação e compreensão da mensagem.
Assim, muitos espíritos se valem de fábulas, contos, exemplos atuais e corriqueiros para que haja entendimento universal.
Jesus veio aos mais simples e humildes, mas também falou aos cultos, sábios e reis.
O teor da mensagem, em sua essência mais pura, é a mesma.
Assim como Jesus o fez, a psicografia da luz deve chegar a todos, sem distinção.
Utilizar-se de termos raros para refletir sapiência é desnecessário, por parte do espírito e do médium. Salvo quando não haja termo mais conhecido ou trata-se de expressão técnica e científica.
As palavras vulgares, gírias e termos de baixo calão não são usuais e caso sejam ditadas deve ser interrompida a psicografia, feita prece e reflexão sobre se processo mediúnico não esta sofrendo influência negativa.
Tais termos são permitidos em raros casos, mas há na linguagem infinidade de palavras e construções metafóricas ou exemplos delicados para contar ou demonstrar uma situação. Importante estar o médium sempre atento, mantendo a vigilância, a oração e a prática do bem.
No caso de mensagens em outros idiomas, são possíveis e reais. O médium para ter a capacidade de realizar  grafia em línguas desconhecidas só ocorre quando já teve a experiência em vidas pregressas.
Há na memória espiritual todos os conhecimentos aprendidos e a psicografia acessa os arquivos para se processar. Outra situação é o repasse da mensagem durante o estado de sono do corpo físico. Há um estudo preliminar e, depois, a psicografia da mesma com auxílio do espírito comunicante.
Para narrativas históricas, contos e fábulas, há também o recurso de exibições cinematográficas no estado de desdobramento. O médium é levado a uma sala no plano espiritual e as cenas são exibidas.
Por isso que muitas psicografias são acompanhadas de visões com extrema riqueza de detalhes, incluindo sons, diálogos, cores e texturas. A memória espiritual é acessada e há maior facilidade na transmissão do texto.
Há os casos que o médium psicografa romances vividos por ele mesmo em vidas passadas. A memória é acessada com o apoio da equipe espiritual e se complementa com conhecimentos e instruções direcionado ao ensino do amor, do perdão e da caridade.
Muitos romances também são ditados, sem relação direta com experiências do médium.
Outra possibilidade é o espírito narrador enviar textos sobre suas vivências em vidas pregressas ou no plano espiritual.
Curiosamente, a equipe que apóia a psicografia tem relações afetivas do passado e se unem fraternalmente para o trabalho na seara de Jesus.
Contam histórias vividas conjuntamente e por seu teor é escolhida para ser enviada e transformada em livros.
Lembramos que as obras espíritas enviadas por meio da psicografia devem ter sua renda material direcionada a Jesus e isso só ocorre quando são revertidas aos mais pobres e necessitados, como nos exemplificou o Mestre.
A venda é permitida, desde que se direcione o lucro para a caridade material: doações de alimentos, roupas, remédios, tratamentos de saúde e manutenção de creches, escolas e hospitais.
Não é necessário que o papel seja do mais caro, nem a capa seja luxuosa. Jesus e o Espiritismo nos trouxeram a simplicidade, a clareza e a objetividade como base para sua doutrina. Desse modo, os meios eletrônicos são bem vistos, pois chega a todos, mesmo os que não têm condições de adquirirem a obra impressa. A espiritualidade orienta que as mensagens podem ser divulgadas em vários meios, facilitando o acesso universal, desburocratizado e a preço justo, sem onerar e visar lucros abusivos.
Vale lembrar que o mesmo se aplica às palestras e cursos, simpósios e congressos espíritas. O luxo, o alto custo e a pompa são desnecessários. A limpeza, organização e a simplicidade são aceitas e valorizadas pela espiritualidade para tais eventos e ocasiões.
O preço a ser pago não deve gerar receita para fim de lucro. Caso haja qualquer sobra, que seja direcionada à caridade.
Tais orientações são postas porque os palestrantes também são envolvidos espiritualmente e tem o apoio de equipes ligadas à psicografia e outros trabalhos da divulgação da Doutrina Espírita e da mensagem de Jesus.

Abraço fraterno, agradecido pela oportunidade do trabalho.

Werneck, 25/01/14

(Mensagem psicografada pela médium Júlia Jenska)

17 de janeiro de 2014

A busca pelo médium psicógrafo

Tão logo se assume o compromisso de enviar mensagens do plano espiritual à esfera física, passamos por diversos aprendizados em cursos para entendimento do mecanismo mediúnico e da conduta que os mensageiros devem ter.
É sabido que nem todos que psicografam passam por tais estudos, já que a psicografia existe há muito tempo e nem toda informação que chega passa pelo crivo da espiritualidade maior. Falo de quando os espíritos inferiores tomam a caneta para escrever e, quando o medianeiro permite, a escrita acontece, mas em geral com perda de energia do encarnado e sem as proteções indicadas.
Os cursos das colônias dedicadas ao estudo mediúnico ocorrem sistematicamente e preparam espíritos que procuram encarnados para a psicografia e que são indicados para tal missão.
Na primeira etapa estudamos o funcionamento físico e energético do processo mediúnico. Aprendemos como se ligar perispiritualmente e mentalmente ao encarnado, de maneira salutar. As conexões não são imediatas. É fundamental a afinidade, a sintonia e o desejo verdadeiro do encarnado na tarefa de servir.
A ética e a conduta durante a psicografia é uma orientação muito importante. Somos ensinados que devemos respeitar o encarnado, sua intimidade e seu livre arbítrio.
Durante certo tempo frequentamos a residência do encarnado, seu local de trabalho e conhecemos seus hábitos. Preferimos sempre os que já são instruídos e buscam a reforma íntima, mas nem sempre isso é possível e temos que auxiliar o encarnado também nesse aprendizado. Preferimos aqueles que evitam os vícios materiais, como o álcool, tabaco e excessos alimentares, pois os que são pessimistas e desestimulados ao trabalho, que tem os pensamentos viciosos, são os mais difíceis e, em geral, não prosseguimos no trabalho acordado.
Não há psicografia da luz sem a prévia aceitação do encarnado. É realizada conversa fraterna no plano espiritual para que haja o acordo entre toda a equipe envolvida nos trabalhos que irão se suceder.
Os espíritos têm suas formas de sinalizar ao encarnado o anúncio da psicografia. Utilizamos de projeção de imagens sobre a escrita, sensação de formigamento no braço e mãos, sonhos, visões e, especialmente, o ímpeto envolto em amor e o desejo de transmitir mensagens.
O futuro médium psicógrafo tem ampliação da sensibilidade, do interesse na leitura e na escrita e em obras que foram psicografadas. O momento mais esperado é quando o encarnado toma papel e lápis e se coloca à disposição dos amigos espirituais de coração aberto e todo o respeito que a psicografia exige.
É sempre mais indicado o trabalho em casa espírita, pois já existem proteções para diminuir a influências negativas do plano em que vivem os encarnados. Mesmo assim, é possível realizá-la em residências e outros espaços em que existam bons hábitos e o pensamento seja elevado moralmente. Para iniciantes, a recomendação geral é que seja no centro espírita e, para os que somam anos de trabalho e tenham maior domínio da atividade, é permitida a escrita em outros ambientes.
O horário é outra questão importante. Nem sempre os espíritos estão disponíveis para psicografar, já que tem outros afazeres a cumprir. Portanto, determinar dia e horário ajustados com os escreventes trará a disciplina e a seriedade ao trabalho. Quando houver imprevistos e o médium não puder comparecer, pedimos que seja feita prece de agradecimento e pedido que as energias recolhidas para a psicografia sejam direcionadas a quem necessite naquele momento.
Como há poucos médiuns disponíveis e preparados para a psicografia, vários espíritos são conduzidos ao trabalho com apenas um encarnado. Em geral há de cinco a dez espíritos para cada médium, que atuam em revezamento.
Um assume a coordenação e os demais são designados por ordem sistemática do trabalho. É comum o envio de mensagens pelo mesmo espírito, que se torna fixo, mas eventualmente são trocados para permitir que outros também  passem pela formação e tenham a oportunidade de exercitar a mediunidade.
A maior dificuldade que enfrentamos é o desinteresse do médium na fase inicial. O mundo é repleto de atividades mais interessantes e muitos deixam o trabalho para reuniões de lazer e outros compromissos. Além disso, poucos têm a paciência de esperar o seu próprio desenvolvimento mediúnico. Querem versos poéticos nas primeiras páginas e raramente isso acontece.
A escrita inicia confusa, desconexa, com letras de difícil entendimento. Boa parte somente faz rabiscos conduzidos pelos impulsos energéticos emitidos na fase de adaptação.
Muitos médiuns sentem dores e isso acontece por negação ou porque não se sabe ainda a “dosagem” de energia e de que maneira será a transmissão: mecânica, semi-mecânica, intuitiva ou ditada pela clauriaudiência.
Após a etapa de adaptação, que pode levar de três meses a dois anos, inicia-se o trabalho de fato. É quando o médium já decidiu se deseja ser psicógrafo disciplinado e atuante ou apenas eventual. Quando isso ocorre o encarnado é destinado a cursos no plano espiritual, o qual terá acesso às bibliotecas das colônias: Casa do Escritor, Alvorada dos Mestres e Escola de Médiuns. Lá há o acervo de tudo que já foi produzido pelo ser humano e do que, ainda, não foi enviado ao plano físico. Mesmo textos que foram destruídos nas fogueiras ou perdidos, há cópias nas bibliotecas espirituais.
O psicógrafo terreno, a depender de sua frequência vibratória, tem acesso às obras na companhia de sua equipe de trabalho na psicografia.
Existe uma organização perfeita e facilmente são localizados os textos para estudo e conhecimento. O acesso ocorre mediante interesse pessoal, mas também conforme o tema que será grafado na Terra.
É possível obter cópia das obras sem perda dos originais. Com frequência a espiritualidade busca mecanismos para que os temas cheguem ao médium também na esfera física, em conversas, livros, filmes, dentre outros.
A formação do médium é permanente e, aos poucos, assuntos que não acrescentam a sua evolução e aprendizado são retirados pouco a pouco para que não perca o tempo precioso.
A formação inicial é de dois anos, mas o médium pode ascender séries e galgar novos trabalhos junto a equipes espirituais.
Não basta a vontade, há também a necessidade do adiantamento moral progressivo e a ampliação mediúnica, que tornará mais fiéis as transmissões dos espíritos.
Há nos planos da espiritualidade o aumento da quantidade de médiuns, pois as crianças que agora chegam a Terra já têm mais faculdades especiais e tendem a ser mais espiritualizadas e com o pensamento voltado a evolução e progresso da Humanidade.
Despeço-me hoje e agradeço por ter me aceito nesta pequena, mas não menos especial tarefa, de servir com amor.

Werneck, 04/01/14.

(Mensagem psicografada pela médium Julia Jenska)

12 de janeiro de 2014

Diário de um jovem escritor

Hoje nasce minha primeira oportunidade de deixar minha escrita no outro plano da vida.
São as oportunidades raras que recebemos nas escolas da superioridade.
A colônia de que venho, Casa do Jovem Escritor, é a primeira escala dos que ensaiam em versos e letras, a chance de servir ao próximo.
Mesmo que seja aprendizado, estou disposto a ofertar o que tenho de melhor, com humildade e simplicidade, mas com a fé que o progresso nesta tarefa depende do meu esforço e da minha paciência enquanto espírito em evolução.
A formação de novos médiuns é desgastante, pois muitos não têm compromisso e não acreditam que a espiritualidade tenha um plano e acompanha os encarnados que são preparados para o intercâmbio espiritual.
Os compromissos cotidianos, de trabalho, sociais e até o lazer são os entraves para que nós, trabalhadores iniciantes, consigamos um parceiro para atividade.
Alguns medianeiros desistem de pronto, quando se vêem cobrados em assiduidade, disciplina e mudança de hábitos. Muitos consideram grande esforço deixar o álcool, as festas noturnas e o estudo sistemático das próprias faculdades medianímicas.
Outros se envolvem em misticismo e acabam por encenar situações inconvenientes, usando a mediunidade para ganhar benefícios pessoais ou para suprir sua carência junto a amigos e familiares.
Outra parcela permanece em estado de latência e são usados eventualmente por entidades brincalhonas por passatempo e para terem seus fluidos absorvidos.
A maior parte das escolas de médiuns nas casas espíritas são burocráticas e hierarquizantes. Não deixam fluir a expressão dos recém-chegados, de falarem o que sentem e o que tem passado em seu processo de educação mediúnica.
É sabido que o estudo sistemático é fundamental, mas o jovem médium se sente culpado por sê-lo, como se ser médium fosse fardo, fosse a sentença final de um julgamento torturante.
O jovem médium precisa ser acolhido, aceito e respeitado. Não deve se sentir usado, tanto por encarnados quanto por desencarnados.
O jovem médium precisa ser ouvido, precisa de um grupo que possa trocar suas experiências, relatar suas visões, sonhos, vivências, sem ser considerado louco ou visto com estranhamento e censura.
Experiências mediúnicas são únicas e mesmo que haja padrões, são particulares e sentidas de maneira diferente por cada vivente.
O jovem médium precisa disciplina, mas não ser impedido de trabalhar, de ter vida social, relacionamentos afetivos e momentos de lazer.
O médium não é santo, é cumpridor de tarefa de amor e dedicação. Deve ser visto com carinho, mas sem reverência. Com compreensão, mas sem caprichos e afetações.
O jovem médium precisa praticar suas faculdades, desde que esteja em equilíbrio satisfatório e em espaço reservado e cercado pela boa intenção dos que participam das reuniões.
A mediunidade para o jovem se mistura a sua fase de descobertas, de mudanças decisivas em sua vida.
O jovem médium está em fase de testes e, para a espiritualidade, é sempre um amigo promissor.
Deposita-se em cada chama mediúnica que se acende, a esperança no trabalho bem feito, mas nem todos se assumem e se dedicam com afinco.
Cerca de 5%, apenas, chegam a cumprir trabalho relevante. tarefa é tarefa, não há diferença para nós se foram publicados livros ou recebidos prêmios por obras escritas.
Nosso primeiro compromisso é com Jesus, é levar sentimentos em forma de palavras. Depois, nosso compromisso é com a amizade, estabelecida entre os espíritos e o irmão encarnado.
A cada médium será dada a sua missão, que será diferente, mas de igual importância e valor.
Uma pintura, um conselho, uma poesia, ou uma grande palestra, tudo tem igual importância e razão de existir.
Jesus era simples, assim como devemos ser. Não é necessário pompa e soberba na atuação mediúnica. O valor está na singeleza e na profundidade e não na forma do que se apresenta.
Cada espírito tem sua forma de exprimir seus conhecimentos, mas a tarefa é somada às experiências do médium, havendo influência significativa em muitas atividades.
O trabalho é sempre em equipe, pois não há psicografia sem encarnado, desencarnado escrevente e guardiões, que cercam o espaço a fim de proteger o ambiente de influências exteriores.
Muitas das atividades mediúnicas são invisíveis às trevas, por meios que fogem ao entendimento da ciência humana, mas posso dizer que uma espécie de redoma é colocada sobre os envolvidos e tornam o trabalho oculto para os que desejam perturbar.
Para se manter a proteção para o trabalho é necessário sintonia e frequência elevada. Quando a vaidade ou a dúvida envolvem o médium, bem como a expressão de incapacidade e desvalorização da própria atividade, rompe-se o padrão e se desfaz a sintonia e as ligações construídas com forte esforço pelas mentes dos envolvidos.
A seriedade deve existir, mas a alegria de servir e a troca fraterna deve ser a tônica de qualquer trabalho mediúnico.
Na próxima psicografia irei contar como despertamos os jovens médiuns, que é um convite amigo ao trabalho na seara do bem, do Amor e da Verdade.

Amigavelmente,

Werneck, 28/12/13.

(Mensagem psicografada pela médium Julia Jenska)

2 de janeiro de 2014

Esperança renovada

As oportunidades da vida
São gotas de esperança
São ondas de amor
De fé e de luz
Servir o próximo
Estender a mão
Dar o pão a quem lhe pede
Ofertar auxílio amigo
Oportunidade de servir!
A cada dia se renova
Como o dia e a noite
A chance bendita
De crescer, evoluir!
Nasce em nós chama latente
No coração e na alma
E nos renova por completo
Cada instante, cada chance
Oportunidades alegres!
Que possamos encontrá-las e
Fazer o uso das gotas de amor
Que nos são ofertadas cotidianamente

Werneck, 28/12/13

(Mensagem psicografada pela médium Julia Jenská)

1 de janeiro de 2014

O frescor da manhã

Cantavam os pássaros
Revoada nova
Vento fresco
Anúncio matinal
Iluminado dia
Raios de luz
Nasce o dia
Convite de Deus
Recomeço dourado
A cada manhã
Renasce a esperança bendita
De fazer melhor
Que os dias de outrora

Bom dia!

Werneck, 28/12/13

(Mensagem psicografada pela médium Julia Jenská)

28 de dezembro de 2013

Recomeço

Sempre é tempo de recomeçar.
O tempo é implacável, não tarda, não negligencia a lei do Universo.
Todo dia é recomeço. Cada segundo é instante de retomar a memória o que ainda está por fazer.
Lançar mão de horas de lazer em prol do próximo é oportunidade para si e para o mundo, de oportunizar algo àqueles que não têm mais esperança no porvir.
Cada novo tempo, cada novo ano, cada abrir dos olhos na manhã são chances que temos para refazer nossas vidas e almejar novos os caminhos da jornada.
Mesmo que o passado seja envolto por dor e erro, não fraquejemos frente às novas chances proporcionadas por Deus.
A oportunidade chega a todo o instante, mas poucos têm olhos para ver os presentes de alegria que recebemos cotidianamente. Tenhamos olhos de ver...
Deixemos a amargura e a sombra e nos felicitemos com todas as dádivas que nos agracia Deus.
A vida é mar de desencontro, dúvida e angústia, mas a falta de fé é o pior dos tormentos, porque nos desencanta e nos trás tristeza e medo, abandono e melancolia.
A fé latente nos apazigua e acalenta nos momentos de prova. A fé faz brilhar o coração e renova a esperança na vida.
Tenhamos fé, a chama que nos faz prosseguir na caminhada. A luz da alegria que nos faz perseverar, que abraça na enfermidade e ativa a sede do amor.
A fé vivida não é aquela que adorna os templos, mas aquela que nos motiva ao trabalho fraterno.
A fé vivida é a chance que damos a nós mesmos de recomeçar, de trabalhar e levar ao próximo o que faz bem.
A fé vivida é o trabalho abnegado, a ferida curada, a palavra que consola e o abraço que aquece.
A fé vivida é o sorriso frente ao bem, a mão ofertada à seara do Mestre Jesus.
A fé vivida é entregarmos nossa vida ao amor, à evolução, aos que mais sofrem e esperam por nós nas favelas da alma.
A fé vivida é passar pelas provas sem temer ou murmurar.
É aceitar a vida com suas provas e alegrias, com suas dores e desencontros.
Fé vivida é não lastimar a chance bendita de amar e colocar nossas vidas à prova das próprias limitações.
A fé vivida é agradecer pelo que temos e pelo que não temos, pois é a ausência que nos torna desprendidos.
A fé vivida é tomar o remédio amargo e saber que tanto o erro quanto o resgate são para nosso adiantamento moral e espiritual.
A fé vivida é pedir a Deus a força para recomeçar, é insistir no acerto e evitar o erro.
É agradecer a vida e a oportunidade do reencarne.
É agradecer a dádiva de poder seguir pelos caminhos floridos da evolução espiritual.

Werneck, 14/12/13.

(Mensagem psicografada pela médium Julia Jenská)

Ferida aberta

Quem não perdoa tem em si feridas abertas a latejar.
Tem a dor que não cessa, o orgulho que ainda arde.
Aquele que não perdoa se alimenta com o veneno da soberba e da arrogância.
Aquele que não perdoa não se cura e sofre.
Não dá chance a si mesmo de limpar-se do que o intoxica e fere.
O perdão verdadeiro cura as chagas mais doloridas.
A alma sanada da culpa e da decepção promovem a cura e deixam como cicatriz somente a lembrança do aprendizado vivido.
Perdoem e curem a si mesmos das chagas que insistem em nos prender à solidão, ao rancor e à amargura da alma.
Libertem-se e sigam!
Só o perdão nos trás o alívio que tanto almejamos.

Werneck, 14/12/13

(Mensagem psicografada pela médium Julia Jenská)

Abnegação

Tal virtude, a abnegação, está entre as mais bem vistas aos olhos de Deus.
É o instante dedicado ao próximo, o alimento preparado com amor, o carinho em tudo que se faz.
Aceitar as provas, as doenças e decepções da vida.
Ser abnegado não é ser acomodado e não insistir na melhoria da vida, mas é ser afável quando a dificuldade bate a nossa porta.
Ser abnegado é ser simples e não colocar-se abaixo das próprias dores e lamentações.
Ser abnegado é tornar-se livre das próprias mazelas e adornar-se de fé e esperança quando a dificuldade e o desengano adentram nossas vidas.
Sejam firmes e acreditem que toda prova é bem chegada para aqueles que têm fé.

Werneck, 14/12/13.

(Mensagem psicografada pela médium Julia Jenská)

16 de dezembro de 2013

Novo tempo

Saúdo os presentes entoando hinos de alegria e amor.
Tão gratos pela oportunidade sublime do regresso à esfera física em trabalho salutar no campo da psicografia doutrinária.
É sabido que vivemos o tempo do renascer em Cristo, que as almas relutantes no erro retomam o desejo latente de aprender, evoluir e a amar. É tempo de renovação da alma, de reunir-se entre irmãos para do estudo da palavra do Mestre Jesus, mas, principalmente, para a edificação de um novo planeta Terra, regenerado e fraterno, em que a lei natural seja a conduta virtuosa e desinteressada em prêmios celestiais.
Esperamos o bem do coração, aquele que se estende ao próximo como as ondas do mar banham as areias cristalinas da fraternidade.
Que a mão quer serve e a palavra que consola sejam repletas de carinho e compreensão.  Que a amizade seja a lei entre os povos, sem distinção cultural ou religiosa.
Que a segregação se torne uma lenda distante ao novo mundo que renasce! O mundo caminha para o fim das fronteiras, incluindo as religiosas. Que a espiritualização seja a verdadeira escola da vida, aceita, difundida e almejada. Este dia há de chegar, mesmo para os mais materialistas e pessimistas frente à natureza humana.
A evolução é inexorável, como já é sabido, mas tornar tal lei a linha matriz de nossas vidas é o maior desafio individual.
Estamos juntos! Encarnados e desencarnados. Em uníssono, em rede cadenciada e articulada. As espirais da vida, associada à lei de atração por frequência vibratória, levam-nos às atitudes mais divinas, mas principalmente para nossa ascensão ou nossa queda.
Nos momentos mais importantes da vida somos colocados à prova, mas isso não é, ao contrario do que muitos pensam, arquitetado por mentores ou espíritos de ordem inferior. Não! A lei é cíclica, perfeita e cadenciada, como a mais intrigante das engenharias cósmicas. O sistema que nos rege é bem mais complexo que podeis imaginar, pois envolve energias entéricas e leis espirituais que ainda não nos cabe compreender. Com o tempo o ser humano é agraciado com novos conhecimentos de ordens filosóficas e sociais. A maioria não é aceito prontamente, é relegado, questionado e não adequado ao cotidiano como lei a praticar. Mesmo que tais informações devam ser avaliadas com serenidade, muitas delas já foram provadas e, mesmo assim, não conduzidas ao estudo mais aprofundado.
Os interesses humanos de ordem material, que envolvem poder social e econômico retardam a evolução.
Os escritos seculares, como os trazidos pelos filósofos e, por conseguinte, pelos grandes médiuns-lideres e médiuns intelectuais foram recebidos, entendidos em parte, estudados nas universidades, mas não colocados em prática por grande parte da população espiritual que habita o orbe.
Temos um tempo de mil anos, em média, para que os conhecimentos de elevação moral sejam assimilados pela grande parte dos filhos de um planeta como a Terra. Isso significa que os conhecimentos trazidos hoje só serão unânimes em mil anos terrenos. Tal tempo é uma estimativa, pois é sabido que algumas mudanças são mais breves e outras mais tardias, a depender dos fatores diversos, conduzidos pelas leis do universo e o livre arbítrio. Há dois mil anos veio Jesus... E até hoje ainda estamos em luta interna para fazer de Suas palavras, sentimento e prática natural em nossas vidas.
Os conhecimentos são conduzidos e emergem em vários pontos da Terra para que, plantadas as sementes, possam germinar no solo mais fértil e que irá garantir seus frutos maduros distribuídos aos famintos de saber.
Sejam jardineiros, plantem sementes de flores e frutos doces, mas também saibam distribuir com sabedoria aos que tem, a sensibilidade para apreciar o perfume sutil e salutar do conhecimento verdadeiro.
A humanidade tem ascendido em velocidade admirável, mas no âmbito tecnológico e científico, beneficiando toda a humanidade que precisa de condições melhores de vida. Várias mudanças sonhadas há alguns séculos, como a implementação de leis internacionais, já são aceitas e praticadas, mas a transformação moral não acompanha tal desenvolvimento.
Novos estudos de ordem cientifico-espiritual estão chegando e outras descobertas são eminentes, o que esperamos é que a humanidade esteja pronta e não sejam precisos mil anos para que sejam leis inquestionáveis e disseminadas em escolas, meios de comunicação e universidades.
Os espíritos de natureza kardequiana podem, e devem, ser os precursores de tais conhecimentos, mas não se olvidem que a ascensão moral deve caminhar em conjunto, para que não caiamos nos mesmos erros de nossa história.


Werneck, 07/12/13 (Mensagem psicografada pela médium Julia Jenská)